Asma Brônquica Tratamento da Asma :: Situações Específicas Tratamento da Asma de Exercício 1 Antes de qualquer atividade física efetuar um aquecimento prévio por 5-10 min, o que ajuda a minimizar a AEI em muitos atletas.
2 Como a respiração de ar aquecido e umidificado é benéfica para os pacientes com AEI, preconiza-se sempre a respiração nasal. Isto pode ser difícil quando de atividades aeróbicas vigorosas, quando ocorre aumento importante da ventilação ou quando de patologia nasal associada (p. ex. rinite).
3 Inalar duas doses do spray-dosificador de ß2-agonista de curta duração de ação (p. ex. salbutamol) 4-6 minutos antes da atividade física (pré-medicação), o que reduz ou mesmo suprime a AEI em cerca de 80-90% dos pacientes.
4 Se o paciente continua a apresentar sintomas da AEI apesar do pré-tratamento com ß2-agonista, adicionar duas doses de cromoglicado de sódio ou de nedocromil sódico, 10-20 min antes do exercício.
5 Se apesar destas medidas o paciente continua a desencadear AEI , outras alternativas devem se propostas, como a utilização de ß2-agonistas de longa duração de ação (p. ex. salmeterol) ou modificadores de leucotrienos (p. ex. montelucaste, zafirlucaste). 6 Como em qualquer tipo de asma, a utilização de antiinflamatório, especialmente o corticóide por inalação, ainda se constitui na principal forma de tratamento profilático da AEI.
Tabela 1 – Doses e duração de ação das drogas utilizadas na profilaxia da AEI
Tratamento da Asma em Atletas de Alta Performance - Peculiaridades Não existe um guideline específico para o tratamento de atletas competitivos, sendo as recomendações para o tratamento as mesma recomendadas pelo GINA. O plano terapêutico consiste em: 1) educação do paciente, incluindo instruções e orientação para o auto-tratamento, manuseio adequado de inaladores através de conhecimento da técnica correta de sua aplicação, plano por escrito para o caso de piora da doença; 2) cuidados ambientais; 3) plano terapêutico com drogas individualisado; 4) tratamento das co-morbidades tais como a rinite, muito frequente em atletas; e 5) follow-ups regulares. Tolerância dos b2-agonistas na Asma de Exercício Induzida b2-agonistas inalados imediatamente antes do esforço são altamente efetivos na prevenção da asma induzida pelo esforço, sendo amplamente utilizados com este fim. Entretanto, este efeito broncoprotetor diminui com o tratamento crônico de b2-agonistas em atletas. A redução no efeito broncoprotetor contra a asma exercício induzida (AEI) tem sido observada às vezes no espaço de uma semana de tratamento regular de b2-agonistas de curta ou longa ação em atletas 1. Embora estes estudos indiquem usualmente apenas uma parcial perda da proteção imediatamente após a inalação do b2-agonista, vários estudos que utlizaram o broncodilatador salmeterol de longa ação puderam determinar que o efeito broncoprotetor contra a AEI não é melhor que o placebo 6-9 h após a inalação em indivíduos que receberam por quatro semanas tratamento regular 2,3. Estes achados indicam que é quase completa a perda de proteção da broncoproteção dentro do intervalo usual de 12 h do broncodiladador b2-agonista de longa ação se a droga for aplicada regularmente. Esta perda na proteção não parece ser influenciada pelo tratamento regular com corticóide por inalação 4. Existe também evidência de que o tratamento regular com b2-agonistas aumente a gravidade subjacente da AEI 5,6. Em um estudo, a queda do VEF1 induzida pelo exercício foi quase duas vezes maior após uma semana de uso regular de salbutamol do que após o uso de placebo (Figura 1).
Existem evidências de que o uso em dias alternados de b2-agonistas em atletas de alta performance cause menor tolerância 9. O uso diário deve ser evitado durante as sessões de treinamento, dando-se preferência aos b2-agonistas de curta ação, pois estes causam menos downregulation dos b2-receptores do que os de longa ação. Drogas alternativas podem ser úteis como os modificadores de leucotrienos e as cromonas. Referências: 01.Boulet LP, Hancox RJ, Fitch KD. Exercise and asthma:b2-agonistas and the competitive athlete. Breathe 2010; 7:64-71. 02.Ramage L, Lipworth BJ, Ingram CG, et al. Reduced protection against exercise induced bronchoconstriction after chronic dosing with salmeterol . Respir Med 1994; 88:363-368. 03.Nelson JA, Strauss L, Skowronski M, et al. Effect of long-term salmeterol treatment on exercise-induced asthma. N Engl J Med 1998; 339:141-146. 04.Simons FER, Gerstner TV, Cheang MS. Tolerance to the brochoprotective effect of salmeterol in adolescents with exercise-induced asthma using concurrent inhaled glucocorticoid treatment. Pediatrics 1997; 99:655-659. 05.Inman MD, O'Byrne PM. The Effect of regular inhaled albuterol on exercise-induced bronchoconstriction. Am J Respir Crit Care Med 1996; 153:65-69. 06.Hancox RJ, Subbarao P, Kamada D, et al. Beta2-agonist tolerance and exercise-induced broncospasm. Am J Respir Crit Care Med 2002; 165:1068-1070. 07.Haney S, Hancox RJ. Recovery from bronchoconstriction and bronchodilator tolerance. Clin Rev Allergy Immunol 2006; 31:181-196. 08.Haney S, Hancox RJ. Rapid onset of tolerance to beta-agonist bronchodilation. Respir Med 2005; 99:566-571. 09.Davis BE, Reid JK, Cockcroft DW. Formoterol thrice weekly does not result in the development of tolerance to bronchoprotection. Can Respir J 2003; 10:23-26.
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